Balaiada

A Balaiada foi um movimento de natureza popular que ocorreu entre os anos de 1838 e 1841 no interior da Província do Maranhão, que após uma tentativa de invasão em São Luís, se estendeu para a província do Piauí. Foi organizada por pobres da região, escravos, fugitivos e prisioneiros. Tinha como motivo a disputa pelo controle do poder local.
A economia maranhense entrou em uma forte crise, devido à concorrência do algodão norte-americano no mercado internacional. Além disso, a Lei dos Prefeitos na qual se concedia ao governador o privilégio de nomear os prefeitos municipais fez aumentar ainda mais o atrito entre o povo e o governo.
O artesão Manoel dos Anjos Ferreira, conhecido como Balaio, iniciou a luta contra as autoridades das províncias depois de acusar o oficial Antônio Raymundo Guimarães de um abuso sexual em suas filhas. Os revoltosos conseguiram dominar a cidade de Caxias, um dos maiores centro comerciais da época. A natureza popular desse movimento ameaçou a estabilidade dos privilégios econômicos daqueles que possuíam poder na época. Ainda no mesmo ano, Cosme Bento de Chagas, contou com o apoio de cerca de 3 mil escravos. Por causa de um grande número de negros envolvidos na revolta acabou dando traços raciais referentes à questão da desigualdade ali colocada. E para controlar a situação da província, o coronel Luís Alves de Lima e Silva foi nomeado.
Com um grande armamento e um grupo de aproximadamente 8 mil homens, Luís Alves conteve os revoltosos recebendo o título de Conde de Caxias. A desarticulação entre os vários revoltosos da Balaiada e a falta de união em torno de objetivos comuns, facilitou bastante a ação repressora estabelecida pelas forças governamentais.
Todos os negros fugidos acusados de envolvimento na revolta foram escravizados novamente. Manoel Francisco Gomes foi capturado durante o movimento de retaliação da revolta. Já o vaqueiro Raimundo Gomes faleceu durante sua deportação para São Paulo. O líder dos escravos, Cosme Bento, foi preso e condenado à forca em 1842.





                Texto feito por: Dimas A.S.


Fontes






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